sexta-feira, 30 de Março de 2012

carta aberta



Es.Col.A do Alto da Fontinha

CARTA ABERTA

A promessa de suspensão do despejo do Es.Col.A revelou-se um logro. Politicamente forçada a dialogar com os ocupantes da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, a Câmara Municipal do Porto (CMP) mais não queria do que anunciar que o despejo se mantinha, embora adiado. Em reunião com dois delegados da Assembleia do Es.Col.A, os representantes da câmara exigiram que o projecto assinasse a sua sentença de morte, traduzida num contrato de aluguer com fim em Junho. A continuidade imediata do Es.Col.a dependeria da assinatura desse papel. 

Recapitulando: a 10 de Abril de 2011, um grupo de pessoas ocupou a antiga escola primária do Alto da Fontinha, devoluta e abandonada há mais de cinco anos pelo município que a devia manter. Depois de um mês de ocupação do espaço e já com inúmeras actividades a decorrer, a CMP mandou a polícia despejar violentamente os ocupantes e emparedar o edifício. Depois de um longo processo negocial, o Es.Col.A voltou à Escola da Fontinha onde se mantém até hoje, com a indiferença da CMP.

Esta farsa é, para nós, inaceitável, tal como o é o despejo em si - seja agora, em Junho, ou em qualquer altura. Perante quem tem, repetidamente, falhado no cumprimento da sua própria palavra e que entende o ultimato como forma de negociação, a posição do Es.Col.A só pode ser a de não aceitar a decisão de despejo. Fazê-lo seria desistir do sonho com que partimos para esta aventura, o de transformar as nossas vidas com as nossa próprias mãos, ensinando e aprendendo com quem se cruza connosco, nas ruas da Fontinha. Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos.

Precisamos do sentido solidário de toda a gente que se identifica com o projecto. Em todo e qualquer lado, que a ocupação e a libertação de espaços sejam a resposta generalizada ao ataque às iniciativas de emancipação popular dum sistema que prefere a propriedade, mesmo que abandonada, ao usufruto, mesmo que colectivo.
Que a moda pegue! ai, ai

6 comentários:

Ófeigur disse...

Resistencia e solidariedade, companheiros!

José Diogo

Anónimo disse...

“NUNCA deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem.
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém”

Anónimo disse...

de Évora lanço uma vez mais o nosso desejo de colaborar convosco.
naquilo que pudermos colaborar...
www.pimteatro.pt
Alexandra Espiridião

Anónimo disse...

vamos mudar esses pensamentos e todas as injustiças que podermos mudar... um grande abraço do mané

RUI LOPES disse...

"As pessoas não mudam,é aó mudar de mentalidade"

carlos gonçalves-ericeira disse...

Pegando no vosso lema "ai se a moda pega", era bom que os portugueses tivessem coragem para tomar atitudes iguais ás vossas e assim tb ocupar belem e s. bento e correr com aquela canalhada que nos rouba descaradamente sem estarmos a sssistir passivamente.
Força bairro da Fontinha